Maldita sexta-feira sóbria, a noite chega e me apunhala pelas costas. Coloco alguma música alienígena que possa disfarçar o cheiro dos cigarros e memórias. Eu pensei ter sentido um pouco de dor, mas pode ser só um pouco de tédio derivado dessa minha nova vida de escravidão.
Amanhã, provavelmente depois de uns goles, isso tudo há de passar. Afinal de contas, quantos goles ainda hei de tomar? De qualquer maneira continuo a preencher as minhas entranhas, que permanecem a reclamar.
Dessa estranha sensação de que tudo tem que passar.
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